domingo, 3 de agosto de 2014

"Give me that crown, bitch. I wanna be sheezus!"




Era 2006 e todos os dias a Mix TV exibia o mesmo clipe: uma menina bonita, sentada em um quarto sozinha comendo chocolate. Em seguida, ela entregava dinheiro a algumas pessoas que batiam em um carinha, roubavam seu dinheiro, destruíam sua casa e arranhavam seus discos. Até então, eu não fazia ideia do que a música dizia, mas já adorava e cantava no meu melhor embromation

Não demorou muito para pesquisar, ler a letra (e tradução) e me apaixonar infinitamente por Smile e por Lily Allen. Desde então Alright Still é um dos álbuns que não sai do iPod e que escuto com bastante frequência. 


O negócio com a Lily é que dificilmente você vai ouvir um artista tão sincero. Ela fala o que quer, expressa suas opiniões, critica as bobagens que vê e ponto final. É uma das únicas artistas que, de fato, critica o machismo e misoginia presentes no mundo da música. Denuncia a falta de conteúdo que existe no mundo das celebridades. Tudo isso com uma dose elevada, MUITO elevada, de sarcasmo.

Muitas pessoas não entendem suas intenções, como aconteceu com o clipe de Hard Out Here. O clipe da cantora ridiculariza a apelação que caracteriza vídeos de música pop. A música é extremamente sarcástica e boa parte do público não compreendeu o que ela estava dizendo. 

O segundo disco da Lily, It's Not Me, It's You, também é parte da biblioteca musical obrigatória da blogueira que vos fala. A britânica discute o orgasmo feminino, as pressões da sociedade sobre a mulher, critica o racismo, a homofobia e o consumismo. 



Depois de um bom tempo afastada, Lily voltou a ativa com tudo. Esse ano já lançou disco novo e seis videoclipes. Sheezuz, nome do novo álbum e de seu single, é uma provocação às divas pop que querem comandar o mercado fonográfico e tratam o público como súditos. E apesar de todas as críticas e palavrões, Lily também encontrou espaço no CD para falar de seu marido e filhos. 

Acho que Lily representa muito bem a geração de mulheres atual. Sarcástica, inteligente, forte, critica e confiante. Espero que lance muitos álbuns e muitos singles nos próximos anos. 

sábado, 21 de junho de 2014



Em abril deste ano fui ao cinema com uma amiga assistir um tal de Divergente. Não tinha muita expectativa com o filme, na verdade tinha visto só um trailer que não me impressionou muito, mas fui mesmo assim. Cinema é sempre bom, né?

Foi apenas depois de duas horas e meia de filme, quando as luzes acenderam que percebi o quão tensa eu estava. Me senti meio idiota ao perceber que estava agarrando os braços da poltrona e que, em vários momentos, prendi minha respiração de tanta expectativa. 

Fazia tempo que não assistia a um filme que me deixasse assim: realmente ansiosa para saber o que aconteceria em seguida. Ao mesmo tempo, foi impossível não comparar a saga com Jogos Vorazes que também acho muito boa, porém não tão intensa e imprevisível quanto Divergente.

Esse mês resolvi ler a trilogia escrita por Veronica Roth e devorei os livros como se não houvesse amanhã. O primeiro livro, Divergente, nos introduz às cinco facções que dividem a cidade. Erudição, Abnegação, Audácia, Franqueza e Amizade. Cada uma delas é responsável por uma parte da produção e trabalho fundamentais para o funcionamento da sociedade. Cada uma delas também tem uma característica chave que as define, inteligência, altruísmo, coragem, etc.

A história é contada a partir do ponto de vista de Beatrice Prior, uma garota de 16 anos, filha de um dos líderes da Abnegação, que não se sente confortável na facção onde vive. Após a cerimônia de escolha, onde os jovens decidem para qual facção querem ir, Beatrice descobre ser divergente e escolhe fazer parte da Audácia. 

Lá, além treinar diariamente para melhorar suas habilidades, ela tem de lutar por sua sobrevivência e esconder o fato de ser divergente, pois o governo estaria caçando essas pessoas. Também somos apresentados a Quatro, um dos líderes do treinamento da Audácia e futuro par amoroso de Beatrice, agora conhecida como Tris.

Acho que o filme foi uma boa adaptação do livro. Com certeza transformar mais de 500 páginas de um livro em pouco mais de duas horas de filme não é tarefa fácil e algo sempre ficará faltando. O maior problema do filme é que, muitas vezes, não compreendemos exatamente o que está acontecendo. Eu, por exemplo, não entendi muito bem o que seria um divergente, ou como funcionava a divisão de governo. 

Enfim, acho que apesar disso o saldo é positivo, independentemente de qualquer coisa, Divergente é um bom filme de ação. Estou no aguardo das próximas adaptações e espero que sejam ainda melhores.

:*

quarta-feira, 18 de junho de 2014

5 séries que mereciam mais uma chance


Todo seriador tem, pelo menos, um momento supremo de depressão por ano: quando uma de suas séries é cancelada. 

As vezes essas séries mal tem a chance de mostrar seu potencial e BAM: acabou. É cruel, machuca, e nosso coraçãozinho fica cheio de ressentimento. Esse ano mesmo cancelaram várias séries que eu estava acompanhando (Men at Work, Trophy Wife, Community e The Michael J. Fox Show) 

Então vai ai a minha lista de séries desprezadas e canceladas ao longo dos anos, mas que sempre vão fazer falta.

My So-Called Life



Eu praticamente não tenho palavras para descrever o quanto eu AMO essa série. Sério mesmo. Em apenas uma temporada ela conseguiu uma façanha que muitas não conseguem em vinte: emocionar, causar identificação, nos fazer pensar e ainda deixar um legado de saudade e amor para todos que a assistiram.

My So-Called Life acompanha a história de Angela Chase (Claire Danes), uma garota de 15 anos, estudante do ensino médio e seu círculo de amigos. 

Até ai você deve estar pensando “BOOORING, mais uma 90210”, mas está muito enganado. 

Apesar de ser uma série adolescente, a trama se desenvolve de maneira muito mais profunda do que o velho draminha high school da qual estamos enjoados. 

Amor, separação, abuso de drogas, homossexualidade, sexo adolescente, morte, abandono, maus tratos, traição e vários outros assuntos complexos foram abordados na série sem cair em lugar-comum, sentimentalismo barato e pieguice. 

Com apenas uma linda, bem executada e emocionante temporada My So-Called Life é cultuada até hoje, quase 20 anos depois de sua estréia, e ainda tem o mérito de ter nos apresentado a grandes talentos como Claire Danes e Jared Leto que interpretou o bad boy Jordan Catalano e já fazia todo mundo suspirar (aiai)… 

Freaks and Geeks



Dramédia criada por Judd Apatow já ganha pontos por ter uma das melhores aberturas que já vi na vida. Ao som da clássica Bad Reputation de Joan Jett, o telespectador é apresentado a dois grupos bem distintos: 

Freaks

TODA escola tem esse tipo de aluno. O cara preguiçoso que mata aula pra fumar, o rock and roll ensebado, o vagabundo orgulhoso e inveterado. (quem não ama? <3)

Aí como se não bastasse esse grupo ser legal, ainda é lindo de morrer: James Franco, Busy Philipps, Seth Rogen e Jason Segel são os vagabundos mais lindos desse mundo! Imagina ir pra escola com eles… 

Geeks

Socialmente estranhos, óculos, roupas engraçadas, revistas em quadrinhos, asma, videogames… Em suma: nerds vítimas de bullying. A história não é nova, adolescentes inteligentes e esquisitos tentando se adequar numa escola cheia de esportistas populares e líderes de torcida. 

Os irmãos Weir, Lindsey (Linda Cardellini) e Sam (John Francis Daley) são o fio condutor da história que se passa no início da década de 80. Lindsey está passando por uma mudança radical de comportamento: deixando de ser uma geek, para se tornar freak. Claro que tanto os novos amigos freaks, os antigos amigos geeks, a família e professores dela se preocupam com essa mudança, mas a garota está decidida a viver de forma diferente. 

De maneira sarcástica e engraçada, Freaks and Geeks discute as complicações da vida de adolescentes que, de uma maneira ou outra, estão lutando por um só objetivo: descobrir a própria identidade.

A história era embalada por um trilha sonora maravilhosa que contava com The Who, Grateful Dead, Rush, Van Halen… Mas, infelizmente, parou na primeira temporada. Freaks and Geeks é até hoje adorada por todos os cantos do mundo. 

Undeclared



O gênio Judd Apatow não parou em Freaks and Geeks. Em mais uma tentativa de criar uma série cool para o público jovem, em 2001, um ano após o cancelamento de Freaks and Geeks, estreava Undeclared. 

Acompanhamos a história de Steven Karp (Jay Baruchel) mais um garoto nerd e estranho. Dessa vez a história se passa no primeiro ano de faculdade no início dos anos 2000. Qualquer semelhança com Freaks and Geeks, no entanto, não é mera coincidência. 

Seth Rogen também fazia parte do elenco principal interpretando Ron Garner. Jason Segel foi parte do elenco recorrente interpretando o namorado louco e ciumento de Lizzie (Carla Gallo), interesse amoroso de Steven. Além de Busy Phillips e Samm Levine, que deram as caras em pequenas participações na série. 

Mais cômica do que Freaks and Geeks, podemos notar a influência de Seth Rogen no roteiro. Undeclared falha ao abordar melhor a temática de dúvidas e incertezas dos calouros na faculdade e acaba por explorar de maneira superficial essas discussões. Ainda assim, é uma série divertida, e merecia mais uma temporada para provar seu potencial. 

Com esses dois exemplos de boas séries fica difícil entender: Será que Judd Apatow não conseguiu se adaptar à linguagem televisiva como diretor? Ou o público que se recusa ao ver algo tão diferente das séries tradicionais da TV? 

De qualquer forma, apenas em 2012, Apatow conseguiu emplacar um novo sucesso, e segue como roteirista e produtor de Girls.

Go On



Sou fã de Friends, não posso negar. Até hoje ligo a TV na Warner para assistir os episódios que já assisti mil vezes e quase sei de cor. Me julguem.

Meu personagem preferido da sitcom sempre foi Chandler Bing interpretado pelo lindo do Matthew Perry. Considero o Chandler um dos personagens masculinos mais fofos e engraçados de todas as séries que assisti até hoje e, por isso, toda vez que vejo um projeto novo do Matthew fico toda felizinha :3

Em 2011 estreou Mr. Sunshine estrelada por Perry. Confesso que não consegui simpatizar com a sitcom, assisti só o piloto e abandonei. Parece que o resto dos telespectadores sentiu o mesmo que eu: Mr. Sunshine foi descontinuada depois de apenas 9 episódios. 

Até por isso tive receio de assistir Go On em sua estreia em 2012. É, mais uma vez eu estava certa. Infelizmente.

Lembro que baixei os 10 primeiros episódios e assisti assim: como quem não quer nada. Eu estava inutilmente tentando não me apaixonar. Falhei.

Cara, que série mais linda! Como encarar os maiores traumas, grandes dramas, problemas psicológicos com humor? Go On é uma daquelas histórias que te faz rir e chorar, se identificar com as personagens, com seus problemas e dá até mais coragem de encarar os seus próprios problemas. 

Ryan King é apresentador de um programa esportista radiofônico. Famoso e rico, Ryan se vê totalmente perdido com a morte de sua mulher. Depois de muita insistência de seu chefe, Ryan se une a um grupo de apoio. A principio, ele encara o grupo como uma piada e não leva nada do que é dito lá a sério, mas com o tempo aprende que pode superar a dor da perda e ajudar as pessoas a seu redor a fazer o mesmo. 

Foram só 22 episódios, mas Go On acertou onde muitas séries erram: era extremamente humana. 

O Fantástico Mundo de Gregório



Alguns de vocês vão ficar de preconceitozinho porque é uma série nacional, mas não estou nem aí. 

O Multishow vem apresentando alguns seriados bastante interessantes nos últimos tempos, Do Amor e Meu Passado me Condena são dois exemplos disso. Porém, sua série que mais me chamou atenção até hoje foi o Fantástico Mundo de Gregório. 

Com a explosão do “fenômeno” Porta dos Fundos em 2012, os integrantes do grupo estavam por toda parte. Propagandas, filmes, seriados, novelas, programas de TV. Enfim, encheram o nosso saco com sua presença constante em toda parte.

Gregório Duvivier, um dos mais talentosos do Porta, estrelou junto da namorada, Clarice Falcão, uma série com 6 episódios. O diferencial do programa, era o estilo mockumentary, que já conhecemos em séries como The Office, Parks and Recreation e Modern Family. 

Nesse falso reality show, Gregório vive um ator falido e mal sucedido que tenta sobreviver fazendo comerciais e figuração em algumas produções. Além de ser estrelada por Gregório e Clarice, um dos casais mais engraçados que já vi, a série conta com a participação de vários atores famosos e integrantes da Porta. 

Não sei o motivo que levou a série a ser descontinuada, mas tá ai mais uma que merecia uma segunda temporada!


Pra ser bem sincera, essa postarem ficou muito maior do que eu planejava, hehe. Mas ainda faltam MUUITAS séries que mereciam uma segunda chance de provar o potencial, quem sabe num próximo post?

Beijos :*

quarta-feira, 31 de julho de 2013

"True love will find you in the end..."


Se, mesmo sabendo quem eu procuro, não consigo achar... Como vou achar quem eu procuro se nem sei como é?

Então num dia de bobeira resolvi procurar filmes para assistir. Vi minha lista gigante de filmes baixados, olhei os que havia marcado como "Quero Ver" no Filmow, mas acabei não vendo nenhum desses. Fui pra outro caminho, e sabe-se lá como, acabei encontrando Medianeras.




O filme é de 2011, então muitos podem dizer "nossa, mas você só viu agora?". É, nunca tinha nem ouvido falar. Assisti sem nenhuma expectativa, sem saber do que se tratava, sem nenhuma recomendação, e preciso dizer: este foi um dos melhores filmes que já assisti na minha vida.

Acredito que seja praticamente impossível para pessoas que vivem em grandes cidades não se identificar com a história. Ela é muito comum e presente em nosso cotidiano. Trata-se do drama diário de estar cercado de pessoas, e sentir-se completamente sozinho. 

É impressionante como assisti esse filme em um momento tão particular em minha vida. Todos os dias vou ao trabalho pensando exatamente em como as multidões me sufocam. Em como a cidade grande nos enclausura dentro de nossas casas e apartamentos. E em como várias pessoas estão sentindo ou pensando algo muito parecido com o que eu estou sentindo e pensando. 

Medianeras passa-se em Buenos Aires, mas poderia ser São Paulo, poderia ser Nova York, ou qualquer outra cidade do mundo onde os seres humanos se fecham cada vez mais em seus poucos metros quadrados e sentem falta de coisas que sequer podem definir. 

Já parou pra pensar que talvez o amor de sua vida esteja morando a poucos metros de distância, e que você não faz nem ideia de que ele existe? Já parou pra pensar que enquanto você está sozinho ouvindo uma música e chorando, alguém pode estar fazendo exatamente a mesma coisa?

Com uma linguagem bonita e moderna, Medianeras conta uma história de amor. Uma história com personagens separados, desconhecidos, e perdidos que acabam se encontrando por acaso. Apesar de uma melancolia boa que senti no decorrer do longa, o otimismo está sempre presente em forma de trilha sonora. 

Quais são os efeitos físicos e psicológicos para uma sociedade que perdeu a capacidade de se comunicar pessoalmente? Em que o contato visual causa pânico e a ideia de ver outros seres humanos nos aterroriza?
É certeza que as separações e os divórcios, a violência familiar, o excesso de canais a cabo, a falta de comunicação, a falta de desejo, a apatia, a depressão, os suicídios, as neuroses, os ataques de pânico, a obesidade, a tensão muscular, a insegurança, a hipocondria, o estresse, o sedentarismo, são culpa dos arquitetos e incorporadores. Estes males, exceto o suicídio, todos me acometem...
Descobri depois o curta de 2005, uma versão "resumida" e deliciosa da mesma história. Vale a pena dar uma conferida nos dois, mas o longa entrou para a minha lista definitiva de filmes favoritos!






sábado, 27 de outubro de 2012

"Gonna rise up, turning mistakes into gold!"

Sabe quando você vê um filme por causa da trilha sonora?
Então, sabe o livro que você lê por causa da trilha sonora do filme de adaptação?

Calma, eu explico.

Há muito tempo atrás ouvia as pessoas falando sobre "Na Natureza Selvagem" por causa de sua trilha sonora. Ela foi todinha produzida por Eddie Vedder, o vocalista do Pearl Jam. Muito amor!

Resolvi não assistir o filme e ler o livro antes. Adoro a sétima arte, mas todas as adaptações de obras literárias perdem muito em qualidade e informação quando são adaptadas para o cinema.

Logo que comecei já me arrependi de ter demorado tanto a ler essa obra prima! Não sei se para todos é a mesma sensação que é para um jornalista essa de ler uma grande reportagem. Mas ficava totalmente arrepiada com o trabalho maravilhoso do autor.

John Krakauer escreveu um livro tão lindo, tão sensível, tão bem apurado, de forma que é difícil se ver por aí.


Ele conta a história real de Christopher McCandless, um jovem de família rica e boa educação que resolve largar tudo e viajar. Ele tem um grande sonho que é viver no Alaska, sem nenhuma relação humana, sem nenhuma tecnologia, sem nada que o afastasse dele mesmo e de Deus.

Ao longo de sua viagem ele fez grandes amigos, e marcou a vida de muitas pessoas. Com certeza essas pessoas significaram muito para ele também, mas tudo o que ele mais queria era viver da natureza e na natureza.

Assumindo o nome de "Alexander Supertramp" ele viveu em vários lugares, teve vários empregos, e aprendeu diversas coisas. Ele conseguiu chegar ao Alaska, e viveu um bom tempo da forma que sonhava.



Morte

Infelizmente Alex acabou morrendo. É muito difícil acompanhar a história nesse ponto, pois por conta de seu diário temos uma ideia do sofrimento dele. Ao fim de sua vida, bastante debilitado, Alex percebe que a alegria só é completa quando dividida por alguém.

Bom, digam o que quiserem... Muitas pessoas criticam as atitudes do jovem que foi até o Alaska para viver sozinho sem nenhum preparo.

Eu acho sua coragem louvável  e suas atitudes admiráveis. Ele viveu o sonho de sua vida, ele viu o que queria ver e provou a si mesmo que é possível conhecer a felicidade sem depender de ninguém para isso.

Ele foi um espirito livre, uma alma que não pertencia a lugar algum e conseguiu realizar seu grande sonho. Quantas pessoas conseguem dizer isso?

Sua história me inspirou muito, e eu fiquei maluca de vontade de sair viajando por aí também. Não tenho o desprendimento que ele teve em largar tudo, mas gostaria muito de fazer algo do gênero algum dia...


E falando dessa trilha sonora sensacional, aqui vai um pouquinho do que você pode ver e ouvir durante o filme que foi dirigido pelo lindo do Sean Penn. Vale a pena!


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

“One person's crazyness is another person's reality”

O ano é 1998, tinha 6 anos (que saudade!). Chego da escola, almoço, brinco e corro pra TV. Pra quê? Assistir a Sessão da Tarde! 

Acho que esse era um dos momentos mais felizes da minha infância. O momento em que eu chegava na frente da TV e assistia aquela vinhetinha colorida, com aquela musiquinha brega e algum filme começava. 

E dentro desse leque de filmes (que não variava muito) estavam dois dos meus favoritos da infância, que continuam sendo meus queridinhos até hoje em dia, de um certo diretor que não significava muito pra mim naquela época, mas que hoje em dia... 

Já adivinharam os filmes? E o diretor? Ah, é fácil... “Edward Mãos de Tesoura” e “Os Fantasmas se Divertem”, de Tim Burton. Difícil alguém que cresceu nos anos 90 e que não tinha absoluto fascínio com esses filmes. E mais difícil ainda é um fã de cinema que se prese não gostar deles hoje em dia. 

Crescendo, conheci mais sobre cinema e mais sobre esse diretor incrível e assisti todos os filmes que ele dirigiu e produziu, e tenho que dizer: boa parte desses filmes fazem parte do meu top 20. Falando em top, eu adoro listas e a principio faria uma de meus filmes favoritos do Tim. Mas ficou bem complicado escolher os favoritos, deixar alguns de fora partiria meu coração... Portanto, segue uma lista aleatória, falando um pouquinho sobre alguns dos meus filmes favoritos. 

Alice in Wonderland 

Tive cólicas quando fiquei sabendo que Burton faria uma adaptação do meu conto de fadas favorito, sério. Foram meses de espera louca, dramática e depois uma corrida maluca para chegar no cinema a tempo e assistir essa maravilha em 3D. 

Me apaixonei completamente pelo filme, mas infelizmente me deixou um pouco a desejar... Acho que esse negócio da Alice crescer meio que me fez pensar na minha infância e em como as coisas mudam, e pra piorar estava passando por um momento desses. Mas o filme é lindo, fofo, engraçado, e maluco como devemos esperar de um filme de Alice e de Tim Burton. Valeu a pena a espera, e toda vez que posso assisto de novo e de novo... 


Ed Wood 

Em Ed Wood, Tim Burton nos mostra que é possível fazer um filme incrível sobre alguém não tão incrível assim. Ed Wood é um sonhador, eleito o pior diretor da história, seus filmes nonsense viraram meu xodó por um tempo por causa dessa biografia.

Para mim Ed Wood foi um exemplo de seguir seus sonhos, não importa o quão idiotas eles sejam, e nunca desistir. Embora fosse criticado, ele nunca desistiu e deixou sua marca na história do cinema.

Vale a pena assistir também se você ficar curioso em ver Johnny Depp se vestindo de mulher, kinda creepy.



Os Fantasmas se Divertem

CLÁSSICO ABSOLUTO. 

Todo mundo já viu, praticamente todo mundo ama. Fez parte da infância, marcou, é lendário. E quem nunca disse Bettlejuice três vezes esperando algo acontecer? 



Edward Mãos de Tesoura

Ah, Edward! Já suspirava por você desde pequena, ficava torcendo por seu romance... E a vontade de te abraçar toda vez que eram malvadinhos com você? Que dó, que dó! 

E o que é a fotografia desse filme? As cenas do gelo voando são simplesmente liiindas! E as esculturas do Edward? Valia a pena só por isso, mas o filme se tornou um conto de fadas da era moderna e sempre terá espaço em nossos corações. 

Vale lembrar que foi onde começou essa parceria incrível de Tim Burton e Johnny Depp, merece todo respeito e celebração.


Sweeney Todd

Bom, e quem me conhece bem sabe o quão LOUCA, eu sou por esse filme. 

Tim Burton, Johnny Depp, Elena Bonham Carter, uma ótima história e musicais incríveis produzidas pelo magnifico Danny Elfman. Quem precisa de mais? 

Mais uma vez Tim Burton nos surpreende com uma fotografia incrível, um elenco impecável, e uma trama que prende do inicio ao fim. 

Sei de cor todas as músicas, e teve uma época que ouvia todos os dias. Quem gosta de musicais tem como obrigação ver esse, ele foge do óbvio e nos apresenta uma trama sombria, triste, com fim trágico que mostra o quão belos podem ser os dramas.


A Fantástica Fábrica de Chocolates

Eu adoro a adaptação feita por Tim do clássico dos anos 70. 

Muita gente fala que ele arruinou o filme, só digo uma coisa pra essas pessoas: vocês me dão sono! Na boa? Adoro as duas versões, acho que cada uma tem sua magia, e não vejo nada de errado na adaptação. 

E, devo dizer, Wonka de Depp é bem mais divertido, ok?


Big Fish

E pra quem acha que Tim está sempre preso a um estilo só, o diretor surpreende em Peixe Grande. O filme emociona, toca, ensina. Acredito que muita gente termine esse filme com uma visão completamente diferente da vida do que antes de vê-lo. 

É uma obra-prima, baseado no livro de Daniel Wallace (que ainda não li, buá!) a história fala de relacionamentos de pai e filho, amor, e vida. Se prepare para rir e chorar.



Eu já vi toda a filmografia do diretor, e acho que esses são os filmes que mais me marcaram. E pra vocês, qual o melhor?
:*

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Because two can keep a secret if one of them is dead

Hey!

Estou lendo a série de livros Pretty Little Liars de Sara Shepard. Na tradução o primeiro livro se chama Malvadas, o segundo se chama Impecáveis, e o terceiro e ultimo que li é chamado Perfeitas. Pra início de conversa, sabe aquele ditado de ‘não julgar um livro pela capa’? Pois é, não julgue esse livro pela capa. As capas são horríveis, foram uma péssima escolha, e podem dar uma ideia equivocada sobre os livros.

Li os três primeiros livros porque sou apaixonada pela série de TV, e logo descobri algumas mudanças... Pra começar, as características físicas de algumas das garotas são diferentes do seriado de TV, não que faça alguma diferença, mas simplesmente não consigo formar a imagem das garotas do livro, pra mim elas sempre terão os rostos das atrizes da série. Ainda levando em conta a comparação com a série, me deixou chateada o fato delas não voltarem a ser amigas assim como voltaram no seriado, talvez isso aconteça nos próximos livros, mas sinto falta da amizade delas na história.

Pra quem gosta de dessa pegada adolescente os livros são a glória. Eles lembram bastante aquele jeitão de Gossip Girl, com descrições de garotas estonteantes, roupas de grifes famosas, garotos lindos e lugares perfeitos. Aliás, a impressão ao ler Pretty Little Liars, é de que, até mesmo as pessoas mais desajeitadas, são absolutamente deslumbrantes.

Se você é fã de mistérios, essa série também é ótima. Pra começar a garota mais popular da escola, Alison Dilaurentis, desaparece misteriosamente. Depois de alguns anos um perseguidor começa a ameaçar as amigas de Alison por meio de mensagens de texto, e-mails, cartas, bilhetes e qualquer outro tipo de comunicação escrita. Assim, a vida praticamente perfeita das ex-amigas Hanna Marin, Aria Montgomery, Emily Fields e Spencer Hastings, se torna uma bagunça, o que influencia na vida de muita gente, até mesmo na dinâmica de toda a cidade.

Falando das garotas, adoro a forma que a autora descreve a personalidade delas. Hanna, costumava ser gordinha e desajeitada, e sempre sonhou em ser como Allison. Quando conseguiu o corpo perfeito, de certa forma, adquiriu a personalidade de uma Queen B, se tornando popular e deixando pra trás os tempos de desajustada, quer dizer... nem tanto.
Emily, a filha perfeita, obediente, atleta e estudiosa, descobre que é gay, o que não apenas mexe com seus sentimentos, mas também impacta diretamente sua família tão conservadora que, não só se recusa a aceitar a sexualidade de Emily, mas também a trata como uma doença.
Spencer vive em competição direta com sua irmã, e com praticamente todos do colégio. Deseja e consegue as melhores notas, lideranças, e prêmios que qualquer aluno perfeito desejaria, mas acaba por descobrir coisas a respeito de si mesma que são capazes de levá-la a loucura.
Aria, a artista e quase propositalmente desajustada é uma espécie de hipster que além de ter problemas seríssimos com a família, ainda se apaixona por seu professor de inglês lindo, opa...

Embora sejam todas tão diferentes, elas compartilham grandes segredos e tentam se proteger das armações de –A. Com o desenrolar da historia, as coisas vão ficando mais malucas, complicadas e mais mistérios aparecem. É realmente instigante! Mal vejo a hora de ler os outros livros lançados no Brasil e esperar ansiosamente pelo lançamento dos próximos.
Então fica ai minha opinião sobre os livros: são ótimos como entretenimento e capazes de deixar você vidrado na história e esperançoso a cada dica que se recebe sobre a identidade do assassino e do chantagista.